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Bikini Kill

19 dezembro 2009
Felipe Hostilio

Texto de Wikipédia
O Bikini Kill é uma banda riot grrrl punk rock (ou grunge), formada em Olympia (Washington, Estados Unidos) em Outubro de 1990. Pode-se dizer que o movimento Riot Grrrl surgiu graças as garotas do Bikini Kill, que são consideradas os maiores símbolos deste movimento. As letras incendiárias do Bikini Kill, chamadas de "Revolution Girl Style Now" ajudaram a influenciar inúmeras bandas punk femininas a partir dos anos 90. A banda foi efetivamente formada por Kathleen Hanna, Tobi Vail and Kathi Wilcox no The Evergreen State College com o intuito de lançar um fanzine, também chamado Bikini Kill.
Para trazer mais vida a publicação, logo surgiu a idéia de formar uma banda, e para isso foi chamado o guitarrista Billy Boredom do antigo The Go Team para completar a formação. Em 1991 foi gravada a demo "Revolution Girl Style Now" e a banda entrou em turnê pelos Estados Unidos junto com o Nation of Ulysses e depois se estabeleceu em Washington DC onde gravou o seu primeiro EP, intitulado simplesmente Bikini Kill, com o produtor Ian MacKaye (Fugazi).
Kathleen Hanna (a vocalista), uma ex-stripper, escreveu a maioria das canções da banda.Kathleen Hanna,acabou se tornando bem conhecida das riot grrrls. Os shows do Bikini Kill muitas vezes tinham um clima de confronto. Os homens presentes no show eram "convidados" a se afastar do palco, enquanto que as mulheres eram chamadas à frente onde recebiam zines e as letras das músicas, enquanto a banda destilava todo o seu peso. Kathleen era conhecida por tirar a camisa durante os shows e se apresentar com a palavra 'slut' escrita no abdomem ou nas costas. Uma imagem como essa bate de frente com as normas comerciais da indústria da música, mas Kathleen Hanna e o Bikini Kill não estava preocupados em vender a sua imagem da mesma forma em que elas pretendiam passar uma mensagem.A mensagem era clara, funcionando como a própria definição do riot grrrl, uma mensagem feminista de fortalecimento e crescimento num cenário dominado pelos homens. A música pode ser classificada como punk, mas a música do riot grrrl é feminista e direcionada às jovens, transmitindo auto-respeito e união e pregando o respeito a cada indivíduo.
No entanto, cabe observar que as mulheres estiveram envolvidas no punk desde o início. No final dos anos 70, o punk era uma ácida resposta a comercialização do rock. As mulheres eram ativas na cena, com presença nas bandas Slits, Raincoats, Au Pairs, Girls at Our Best, Modettles, Delta 5, Shop Assistants e Liliputs. Mas essas bandas não ajudavam e divulgavam umas às outras, o que desperdiçava uma oportunidade de promoção do trabalho conjunto das bandas. No início dos anos 90, as garotas do riot grrrlpunk rock e passaram a surgir várias bandas novas, onde o Bikini Kill fora fruto desse legado retomaram a idéia do "faça você mesmo" do
Em 1992 a banda excursionou pela costa leste, voou até o Hawaii para o Dia Internacional da Mulher, tocou vários shows em Washington DC, incluindo alguns shows beneficentes a favor da Pro-Choice (organização que luta pela legalização do aborto), que coincidiram com uma grande marcha que ocorreu em Washington para lutar pela causa. A banda esteve ainda em Nova York onde encontraram Joan Jett que demonstrou interesse na banda.
O Bikini Kill excursionou também pela Inglaterra, ao lado da banda Huggy Bear (uma espécie de representante britânica do riot grrrl). As duas bandas dividiram o single "Yeah, Yeah, Yeah / Our Troubled Youth", lançado pela Catcall na Inglaterra e pela gravadora Kill Rock Stars nos Estados Unidos. Nessa época, o riot grrrl ganhava uma visibilidade sem precedentes e era destaque de reportagens e artigos na mídia tanto na Inglaterra quanto nos EUA.
De volta aos EUA, a banda grava três músicas com Joan Jett e logo em seguida faz uma breve turnê pela California que inclui alguns shows com com o Fugazi. Durante o restante de 1993, a banda permanece inativa, trabalhando em projetos paralelos. Aproveitando a parada, a Kill Rock Stars lança o disco "The C.D. Version of the Two First Records", compilando o primeiro EP, e o single inglês.
Em 1994 é lançado "Pussy Whipped", propriamente o primeiro álbum da banda.
Em seguida, o Bikini Kill compõe novas músicas e faz uma mais uma turnê americana ao lado das bandas the Peechees, Tourettes, Metamatics, Slant 6, Free Kitten, Emily's Sassy, Lime, FYP, Dos e Go-Go's.
No ano seguinte, após alguns shows abrindo para o Sonic Youth, a banda grava o álbum "Reject All American" em 10 dias com o produtor John Goodmanson, lançado pela Kill Rock Stars.
No fim de 1995, a banda embarca para um festival na Australia, tocando 5 shows ao lado de nomes de peso como Beastie Boys, Sonic Youth, Foo Fighters, the Amps, Pavemente, Beck, Rancid e outros. Em seguida, o Bikini Kill fez a sua própria turnê australiana e, na volta a Olympia, tocou dois shows no Hawaii.
Pouco depois do retorno a Olympia, a banda faz mais uma excursão pela costa leste americana e posteriormente uma turnê de sete semanas pela Europa.
Nesse período, em 1996, é lançado o segundo álbum, "Reject All American" que acaba restrito ao público fiel da banda, já que, ao contrário do que aconteceu na época do lançamento do primeiro disco, o riot grrrl já não despertava o interesse e a curiosidade da mídia.
Ao final da turnê européia, a banda resolve permanecer inativa mais algum tempo, retornando na metade de 1997 para mais uma turnê na Austrália, seguido de alguns shows no Japão. Em Tóquio, o Bikini Kill realiza o último show de sua história. A banda trabalho em músicas novas no fim de 97, mas não chegou a gravá-las. Em abril de 1998 foi anunciado oficialmente o fim do Bikini Kill após uma carreira de 7 anos.
Todos os ex-integrantes do Bikini Kill continuam ativos na música. Billy Karren, Tobi Vail e Kathi Wilcox lançaram um CD com uma coletânea dos singles lançados pelo projeto paralelo The Frumpies que eles mantém juntamente com a baterista Molly Neuman (da banda Bratmobile). Kathleen Hanna trabalhou com Joan Jett no disco Fetish de 1999. Também gravou um CD solo usando o nome Julie Ruin.Atualmente é vocalista da banda indie/feminista Le Tigre, que já lançou dois CD's e tem já um hit “Deceptacon”

Discografia:

Revolution Girl Style Now! - 1991
1 Candy
2 Daddy's Li'l Girl
3 Feels Blind
4 Suck My Left One
5 Carnival
6 This Is Not a Test
7 Double Dare Ya
8 Liar













Yeah Yeah Yeah Yeah / Our Troubled Youth - 1993
Bikini Kill - Yeah Yeah Yeah Yeah
A1 White Boy
A2 This Is Not a Test
A3 Don't Need You
A4 Jigswa Youth
A5 Resist Psychic Death
A6 Rebel Girl
A7 Outta Me
Huggy Bear - ...Our Troubled Youth
B1 Jupiter Re-Entry
B2 T-Shirt Tucked In
B3 Blow Dry
B4 Nu Song
B5 Into The Mission
B6 Hopscortch
B7 Aqua Girl Star
B8 February 14th

Pussy Whipped - 26 de Outubro de 1993
01. Blood One
02. Alien She
03. Magnet
04. Speed Heart
05. Lil Red
06. Tell Me So
07. Sugar
08. Star Bellied Boy
09. Hamster Baby
10. Rebel Girl
11. Star Fish
12. For Tammy Rea





Reject All American 5 de Abril de 1995
01. Statement Of Vindication
02. Capri pants
03. Jet Ski
04. Distinct Complicity
05. False Start
06. R.I.P.
07. No Backrub
08. Bloody Ice Cream
09. For Only
10. Tony Randall
11. Reject All American
12. Finale





The CD Version Of The First Two Records
01. Double Dare Ya
02. Liar
03. Carnival
04. Suck My Left One
05. Feels Blind
06. Thurston Hearts The Who
07. White Boy
08. This Is Not A Test
09. Don't Need You
10. Jigsaw Youth
11. Resist Psychic Death
12. Rebel Girl
13. Outta Me



The Singles
01. New Radio
02. Rebel Girl
03. Demirep
04. In Accordance To Natural Law
05. Strawberry Julius
06. Anti-Pleasure Dissertation
07. Rah! Rah! Replica
08. I Like Fucking
09. I Hate Danger






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